O Movimento Social de Trabalhadores Sem Terra (MSTS) realizou, nesta semana, uma série de ocupações em sedes do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em diversos estados do país. Os protestos têm como objetivo cobrar do governo federal mais celeridade na implementação da reforma agrária.
Segundo o movimento, o governo do presidente Lula tem demorado para tirar do papel o projeto agrário que promete assentar milhares de famílias em áreas improdutivas. Uma das ações mais críticas ocorreu na Bahia, onde integrantes do MSTS invadiram o Centro de Zootecnia localizado no extremo sul do estado.
Durante a ocupação, houve danos à rede elétrica, o que comprometeu o funcionamento das instalações e dificultou o acesso de pesquisadores e funcionários ao local. A situação gerou preocupação, pois o centro abriga dados sensíveis de pesquisas acumuladas ao longo de anos — algumas delas realizadas em parceria com instituições internacionais dos Estados Unidos e do Canadá.
O episódio acendeu o alerta entre entidades científicas e governamentais, que temem prejuízos ao patrimônio científico e à segurança das informações. A ação também reacende o debate sobre os limites e consequências dos métodos de protesto adotados por movimentos sociais no Brasil.
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