Saúde da Bahia vai mal Pacientes denunciam falta de anestesistas no Hospital Geral Roberto Santos; unidade nega desassistência

Arcanjo Notícias
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Pacientes denunciaram a falta de anestesistas no Hospital Geral Roberto Santos, umas das principais unidades públicas de Salvador. A situação afeta a situação da pequena Laura Santos, de um ano, que está internada nas Obras Irmã Dulce (Osid) com um tumor na laringe e precisa ser regulada à unidade para ser submetida a uma cirurgia.

A direção do Hospital Geral Roberto Santos divulgou nota em que não falou sobre o caso de Laura, mas afirmou que a escala dos profissionais da especialidade não opera com quadro completo. A unidade de saúde negou desassistência de profissionais.

Segundo o Hospital Roberto Santos, a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) trabalha para ampliar o número de anestesistas na unidade.

Sobre a remarcação de cirurgias, a unidade informou que a suspensão dos procedimentos podem ser feitas pela necessidade de priorizar casos de maiores urgências, estado de saúde do paciente ou reservas de leitos.

Segundo a mãe de Laura Santos, Mônica Santos, a bebê foi diagnosticada com o tumor na laringe há cerca de quatro meses. A situação é grave por causa da idade da paciente

De acordo com Mônica Santos, a informação de que a bebê não pode ser regulada por falta de anestesistas no Roberto Santos foi passada por funcionários da Osid.


Ronaldo Nogueira é um outro familiar de paciente que denunciou a falta de anestesistas no Hospital Roberto Santos. O pai dele, que tem 73 anos, precisa amputar a perna, mas o procedimento ainda não foi feito por causa da falta de profissionais.

O idoso saiu de Paulo Afonso, no norte da Bahia e chegou no Hospital Roberto Santos no dia 11 de novembro. Com problema vascular, ele fez uma cirurgia, mas houve a necessidade da amputação da perna.

"Foi feita uma boa cirurgia, mas não houve êxito. Então, os médicos afirmaram que teria que ser feita uma amputação, só que ela já está demorando demais por falta de anestesista", disse Ronaldo Nogueira.

Conforme o filho do paciente, o procedimento já foi remarcado quatro vezes.

"Ele chora de dor todos os dias, porque são artérias obstruídas. Esse hospital é bom, de qualidade, com bons médicos e equipamentos de referência. Só por falta de anestesia que vai ficar parado? Tem gente apodrecendo", lamentou.


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