Definição de chapa de Wagner em fevereiro pode acelerar debates da oposição
Após indicarem não haver pressa para definir a chapa majoritária de 2022, aliados do senador Jaques Wagner informaram há alguns dias que a expectativa é que a definição aconteça ainda em fevereiro. É o prazo em que normalmente o martelo seria batido, próximo ao Carnaval, caso estivéssemos em condições normais. A pandemia, que poderia ser a desculpa para empurrar um pouco mais com a barriga essa divulgação, não vai ser usada. Porém é sabido que há apenas uma vaga em aberto, de vice, o que facilita o processo.Wagner é citado por 10 entre 10 aliados como o nome para a disputa ao governo. O senador Otto Alencar (PSD) é cotado para reeleição e apenas uma mudança brusca alteraria esse cenário, como, por exemplo, uma candidatura de Rui Costa ao Senado. Algo muito improvável de acontecer, especialmente pela dificuldade em acomodar o social-democrata. Como João Leão não pode ser repetido na vice, resta a indicação de outro nome do Progressistas para manutenção do tripé que dita os rumos da política baiana desde 2014. Essa é a grande incógnita desse embate. O PP vai indicar um nome jovem, para reduzir a média etária e reduzir as críticas do adversário ACM Neto? Ou vai apostar no modelo atual com caciques reconhecidos?
Foi esse acordo sacramentado da chapa que rendeu toda a celeuma recente com o deputado Marcelo Nilo (ainda no PSB), alijado de qualquer conversa e entregue aos adversários para negociações. Cão de guarda de Wagner durante sua passagem pelo comando da Assembleia Legislativa da Bahia, o parlamentar é quase "carta fora do baralho", numa visão otimista. Ainda assim, Nilo estaria ligeiramente distante de ser incorporado ao grupo de oposição, apesar de ter sido entregue numa bandeja prateada.

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