“É possível ter diálogo, mas ele aceita Bolsonaro no palanque?”
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Por Henrique Brinco, Repórter; Rodrigo Daniel Silva, Repórter; e Paulo Roberto Sampaio, Diretor de Redação
O ministro da Cidadania, João Roma (Republicanos), voltou a não descartar a possibilidade de uma reconciliação com o ex-prefeito soteropolitano ACM Neto (União Brasil). Roma disse que não há “impeditivo” para haver um diálogo entre eles, mas o ministro afirmou que o ex-aliado precisa aceitar apoiar a reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL) para ocorrer a retomada dos laços políticos
“Eu sou deputado federal licenciado, mantenho um excelente diálogo com todos do mundo político, mas a questão com o ACM Neto é que não há diálogo realmente desde o último dia 12 de fevereiro. Mas também não é impeditivo. É possível ter. Mas é possível também ter clareza nos projetos. Eu estou no projeto que dará suporte à reeleição do presidente Bolsonaro. Ele aceita Bolsonaro no palanque? Então, se não há intuito dele em se aproximar do presidente Bolsonaro, não temos equação política”, disse Roma, em entrevista à Tribuna.
O ministro também comentou a filiação de Bolsonaro ao PL: “A filiação do presidente ao PL não quer dizer que haja uma avalanche em cima do PL. E, cada vez mais, a gente precisa sim compor essa unidade para que todos os demais partidos estejam sintonizados no projeto de reeleição do presidente Bolsonaro. Então, eu sou do Republicanos. Sou, inclusive, ministro a aval do Republicanos. E não houve se aventou a (minha) filiação ao PL não. O que foi conversado nisso tudo é acerca do apoio do PL a uma possível candidatura minha ao governo do estado da Bahia”.
Tribuna – O presidente Jair Bolsonaro se filiou ao PL para disputar a reeleição. O senhor tem conversado com o PL também? Pode se filiar ao partido?
João Roma – O tripé que dá sustentação ao presidente Bolsonaro hoje é composto pelo PP, Republicanos e pelo PL. A filiação do presidente ao PL não quer dizer que haja uma avalanche em cima do PL. E, cada vez mais, a gente precisa sim compor essa unidade para que todos os demais partidos estejam sintonizados no projeto de reeleição do presidente Bolsonaro. Então, eu sou do Republicanos. Sou, inclusive, ministro a aval do Republicanos. E não houve se aventou a (minha) filiação ao PL não. O que foi conversado nisso tudo é acerca do apoio do PL a uma possível candidatura minha ao governo do estado da Bahia.
Tribuna – E como é que ficou essa situação?
João Roma – Houve a sinalização positiva do presidente Bolsonaro, que conversou lá com o Valdemar (Costa Neto, presidente nacional do PL), mas ainda embrionário. Assim como o presidente comentou sobre outras candidaturas. Ele falou de Tarcísio (Gomes, ministro da Infraestrutura. Então, estamos ainda de maneira embrionária buscando essa composição, que envolve aí Republicanos, PL. O PP ainda não, nesse momento, uma vez que o PP tem uma nuance específica no estado. Então, o que está se colocando hoje, portanto, é uma movimentação em torno de uma possível candidatura minha ao governo do estado da Bahia, que já vem sendo noticiada. No momento lá falou que São Paulo na história (sobre sua filiação ao PL), também estava envolvido na história o estado da Bahia.
Tribuna – Agora, o Republicanos tem sinalizado que vai apoiar a candidatura do ex-prefeito ACM Neto. Como é que o senhor vê essa situação?
João Roma – Não, não, não. Não teve nenhuma declaração (de apoio do Republicanos a ACM Neto).
Tribuna – O presidente do Republicanos na Bahia, Márcio Marinho, disse que vai apoiar ACM Neto.
João Roma – Não. //Tribuna da Bahia.

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