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FJS manda representantes à Câmara, mas omitem informações sobre anestesista

A coordenadora de Enfermagem da Fundação José Silveira,  Eduarda Carvalho, esteve participando ontem à noite da sessão da Câmara de Vereadores. Convocada, a representante da FJS foi responder ao questionamento da Casa Legislativa sobre as denúncias de que uma grávida teria recebido atendimento inadequado naquela unidade, o que teria levado a óbito seu recém nascido. 
A principio a coordenadora apresentou o plano de gestão utilizado pela Fundação em outros hospitais da Bahia e também no HCR, dizendo que "aqui também se segue o padrão de qualidade estabelecido pela organização".
Sobre as informações circuladas nas redes sociais de que a criança teria nascido morta em decorrência de falta de atendimento adequado ou não realização de uma cesária por falta de anestesista, Eduarda Carvalho apresentou a versão do hospital: "a criança nasceu viva e como apresentava um quadro de insuficiência respiratória, ficou na tela de regulação um dia. Infelizmente o hospital não tem UTI neonatal", disse a enfermeira durante a sessão, acrescentando que o serviço de regulação é de responsabilidade do Estado e que infelizmente o óbito ocorreu antes que pudesse ser conseguida uma unidade para transferência. Ela não fez esclarecimentos sobre a existência ou não de anestesista no HCR no dia do parto.
Há informações ainda de que a mãe deste bebê ficou internatada na Santa Casa e devido a complicações em seu quadro de saúde, precisou ser regulada e está em Unidade de Terapia Intensiva em Vitória da Conquista.

Contradições


Enquanto a vereadora Sibele Nere, do PT, disse ter informações de que há médicos no HCR com até 10 meses de salários atrasados, o senhor Mário Henrique, da gerência médica da FJS, afirmava em seu depoimento que não existem atrasos, "os funcionários estão rigorosamente em dia com os pagamentos, inclusive a segunda parcela do 13º está sendo paga hoje", disse ele em seu depoimento.
O profissional relatou também a necessidade de uma UTI neonatal na unidade de saúde de Itapetinga para atender o Médio Sudoeste e também foi um dos que não explicou a ausência de um profissional anestesista no hospital no dia em que se registrou o óbito da criança.
A Comissão de Saúde da Câmara fez uma visita esta semana ao hospital para buscar informações sobre o ocorrido na unidade.

Outro óbito

No domingo, outra mãe disse através de sua rede social que teria perdido também seu bebê no Hospital Cristo Redentor. Tinha gravidez de risco e não foi feita a cesária que ela precisaria, pois no hospital alegou-se não ter anestesista à disposição.




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